* Um Ensinamento:
 
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes,
e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres,
e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado,
e não tivesse amor,
nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno;
o amor não é invejoso;
o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece;
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha;
mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino,
mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma,
mas então veremos face a face;
agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor,
estes três,
mas o maior destes é o amor.

Primeira carta de
Paulo aos Coríntios,
Capítulo 13.
 
* Lugares que visito com frequência
 
 
 
Atual
 
O que Madame serviu no jantar...
Sexta-feira, Janeiro 30, 2009
Carta # 25 (ou # 3)
Hoje deixo de acreditar em coincidências.
Há uma linha de sentido em todas as ações ao meu redor.
Esse mês ao terminar de ler um livro decidi escolher um dia especial de devoção ao Amor.
Essa semana descobri que a milhas e milhas de distância, três pessoas que amo, talvez quatro, escolheram o mesmo dia para fazer a mesma coisa, mas com o foco em mim.
Enfim, hoje há 5 pessoas no mundo fazendo a mesma coisa: direcionando esperança e buscando Amor.
Há algo de sobrenatural por trás de tudo isso. Eu escolho acreditar assim.
Que Deus é bom e que sua benignidade dura para sempre.

Maira 2:40 PM



Sexta-feira, Janeiro 16, 2009
Carta # 24 (ou # 2)
Às vezes penso que isso de ser humano é realmente demasiado complexo.
A dificuldade que enfrento agora é a de selecionar atitudes, pensamentos e palavras.
Sempre fui do tipo arrependido: Falo e me arrependo de ter falado, faço e me arrependo de ter feito; não falo e me arrependo de não ter falado e não faço e me arrependo de não ter feito.
Hoje realmente quero deixar de ser assim. Quero ter a paz de saber que fiz o que devia ter feito ou disse o que devia ter dito, quando o deveria ter dito ou feito.
Tudo parece, assim descrito, meio abstrato e efêmero. Mas não o é. Quando escolhemos uma base sobre a qual construir uma existência, sabemos o que queremos ter de concreto ali em cima, e percebemos quando estamos perdidos entre o projeto e o real.
O problema de nunca ter finalizado o projeto é que não temos como saber como termina a obra.
E este é o meu caso agora. Eu não planejei esse momento em minha vida e agora não sei o que fazer com todo esse material adquirido agora e no decorrer dos anos...
É fato que até aqui houve o esboço de um sonho. Mas, nenhum projeto real de vida.
Hoje, a existência que quero construir não a quero para mim, quero ofertá-la ao Amor...
Quero ser muito feliz, E quero sê-lo sabendo que abri mão do supérfulo e viajei leve na vida e cumpri meu propósito para com o Amor a mim dado antes, e de graça.
No entanto, para que esse desejo autruísta maravilhoso se cumpra em mim, hoje, é preciso termiar o plano, o projeto...o mapa.
Preciso reencontrar o foco ha tanto pedido e tanto modificado.
Preciso reestruturar as bases.
E, preciso de ajuda.
Preciso de tempo.
Preciso reaprender a aprender.
Presiso respeitar o tempo que leva o processo, a obra, a mudança...
Preciso de fé.

Maira 9:41 PM



Quinta-feira, Janeiro 01, 2009
Carta # 23 (ou # 1: Cheguei em 2009 antes...)

E nevou. Nevou muito. Tudo ao redor está coberdo desse branco resplandecente que só neve tem.
Não sei como explicar, mas dá uma senção de que tudo será melhor.
É como se tivesse uma tela limpa e uma obra de arte a completar, aos poucos as cores acharão seu lugar exato.

Debaixo de todo esse branco, há o cinza do asfalto, o amarelo do muro, o preto da bicicleta, o verde da grama do campo de futebol, o laranja da casa de estudantes do outro lado da rua, também, o laranja pálido da Croce azzurra ao lado, o azul das letras o vermelho da luz da cabina telefonica...

Uma vida a criar. Escolhas importantes. Renúncias...
Intimidade com Um maior que tudo isso.

As pegadas que deixei na neve ontem, viraram poças de gelo. Uma após a outra desenhando o trilho dos evenos dessa vida, da forma como escolhi vivê-los e de como os vejo agora.
O que passou, passou - diz o ditado popular, e:
Não ha nada de novo sob o rosa do sol - e a Itália é um lugar que realmente te faz saber isso.
Mas eu não sou mais a mesma pessoa: Mudei a 180 e permaneci a mesma.
O que o futuro dirá de tudo isso?...

Acho que vamos ter que esperar a neve derreter...

Maira 1:25 PM